“Você não tem que ficar se você não se importa. Você não tem que esconder o que você quer compartilhar. Você não precisa ser bom quando as pessoas são ruins. Você não tem que viver a sensação de que está morto.”
“Aquele seu jeito de bom moço me enganou um pouco, o pouco suficiente pra que você se aproximasse de mim com a intenção suja de me ferir enquanto sorria com aquele seu rosto angelical. Suas doces palavras tornaram-se amargas enfim, você partiu o pedaço que restara de um coração já a tanto destroçado. Valeu a pena? Tanto esforço pra me conquistar em vão! Se ia jogar fora depois, pra que tanto cuidado antes? Não era necessário me iludir, bastava dizer que o que você queria era apenas uma noite de sexo selvagem e nada mais. Na lama em que eu estava, provavelmente eu toparia, e nós dois iriamos rir no final. Mas só você seguiu feliz, eu fiquei pra trás imitando uma daquelas nuvens carregadas, meus soluços eram relâmpagos e minhas lágrimas eram gotas de chuva ácida caindo sob o asfalto. Aquele foi o pranto mais doído que o não-amor me provocou. E agora, eu te pergunto, será que valeu mesmo a pena? Sua consciência te deixa dormir? Você não tem peso algum em seus ombros? Se a resposta for “não”, meu caro, aproveite o tempo que lhe resta antes que eu te encontre, e saiba que estou vigiando teus passos, esperando o melhor momento para me vingar. Eu tive que aprender que a vingança, embora não seja aconselhável é altamente urgente as vezes. Prepare-se para começar a viver os piores dias de sua vida.”
— Taciana Silva (RabisqueAPartitura) - Ah, ele parecia ser um bom rapaz, mas eu deveria reconhecer o cinismo em seu olhar.
“É como a tempestade em um dia lindo, você a vê chegando mas não sabe quando é que ela se vai. Você sente o vento, fecha a janela e pensa que assim você vai estar protegido, e só abre outra vez quando ver o sol aparecer e refletir entre as gretas, e não sabe se defender da chuva… É como isso, bem assim, o medo de tudo dar errado quando não estiver perfeito, quando a luz se apagar e não correr atrás de uma vela pra iluminar, só deixar tudo tomar o seu próprio lugar, porque você sabe que assim como o sol, vai surgindo os sorrisos que se foram há algum tempo atrás.”
“Eu já tive vontade de colocar o pé na estrada. Assim, meio sem rumo. Tirar as coisas do guarda-roupa, colocar de qualquer jeito dentro da mala e ir. Sem destino, sem hora para voltar.”
“Ninguém precisa saber se seu coração está inteiro ou se já perdeu as contas de quantos remendos você já fez no coitado. Eles estão interessados em outros assuntos porque todos os seus choros despertariam a angústia que eles tentam esconder o tempo todo. Ninguém precisa saber que dói, porque o que eles querem é que ninguém descubra que tem dores guardadas neles também.”
“Estamos cercados pelos mortos que ocupam posições de poder porque, de maneira a obter esse poder é necessário que morram. Os mortos são fáceis de encontrar – estão por toda a parte a nossa volta; a dificuldade está em achar os que estão vivos.”
“Mesmo assim, minha autoestima oscilou, sou daqueles que, se você não fizer 36 polichinelos na minha frente, com uma placa “eu gosto de você” pendurada balançando no pescoço, jamais terei certeza. Já me enganei tantas vezes.”
“O poeta não chora. O poeta ora, derrama lágrimas em letras, tristezas em versos, lamúrias em árias, vertentes de águas em palavras de mágoa… O poeta não chora, soluça em hiatos e ditongos, seus prantos são cantos, sua dor estribilhos, prismas de sílabas e irmas. O poeta mente, sente o que não consente, descontente em sentimentos, mas contente em seus lamentos. O poeta é um falsário, não disfarça a sua dor, mas fala em tom de farsa. O poeta comove, e se revela quando se esconde. O poeta ora, o leitor é quem chora.”